O governo negou o medicamento mesmo com laudos médicos. Agora, Nathallya só tem uma saída: pedir ajuda.
Luís Guilherme tem 6 anos e gosta de Homem-Aranha. Tem um sorriso largo que toma conta do rosto inteiro. Mas há meses, ele chega da escola e a primeira coisa que faz é correr para o banheiro — não para brincar, não para lanchar. Para se coçar.
A dermatite atópica grave que ele tem faz a pele inflamar até abrir feridas. Não é uma irritação passageira. São rachaduras vermelhas que cobrem o pescoço, os braços e o rosto. Nos dias de crise, a coceira é tão intensa que ele se machuca tentando se aliviar — e não consegue parar, mesmo querendo.
Na última semana de aula, o Luís chegou em casa quieto demais. A mãe, Nathallya, perguntou o que tinha acontecido. Ele demorou para responder. Depois disse em voz baixa: "Mãe, os meninos não querem brincar comigo. Eles ficam olhando para as minhas feridas."
Ela não soube o que responder. Abraçou o filho e segurou o choro para ele não ver.
Existe um medicamento que poderia mudar tudo isso. O Dupilumabe é aprovado especificamente para casos de dermatite atópica grave em crianças. Com ele, as crises reduzem drasticamente — e muitas crianças conseguem ter uma infância normal, sem feridas, sem dor, sem vergonha.
O problema: custa cerca de R$ 10 mil por mês.
Nathallya reuniu todos os laudos médicos e entrou com pedido no sistema público para ter acesso ao medicamento. Esperou. A resposta chegou:
Negado.
O governo tem os documentos em mãos. Sabe da gravidade do caso. E ainda assim, negou.
Nathallya trabalha todos os dias. Não para, não reclama. Mas R$ 10 mil por mês é o salário completo de muita gente — e sem o medicamento certo, o Luís continua em crise.
Nos últimos 3 meses, o Luís precisou ser internado 4 vezes. As feridas abriam, infeccionavam, e o quadro piorava rápido. Na quarta internação, o médico chamou Nathallya para conversar no corredor.
"Existe uma alternativa mais barata", ele disse, "mas preciso ser honesta com você: esse medicamento não é indicado para crianças. Existe risco real de problemas renais e no fígado."
Nathallya ficou em silêncio. Depois respondeu: "Doutor, eu não vou arriscar a vida do meu filho. Vou continuar tentando."
E ela continua tentando.
Com o Dupilumabe, crianças como o Luís conseguem ter uma infância. Conseguem ir para a escola sem vergonha das feridas. Conseguem fazer amigos, brincar na rua, dormir a noite inteira sem dor.
O Luís quer voltar a brincar com os colegas. Ele quer que as pessoas olhem para o sorriso dele — não para as feridas. Esse dia é possível. E começa aqui.
Uma doação de qualquer valor — R$ 20, R$ 50, R$ 100 — somada à de centenas de pessoas é o que vai garantir o tratamento do Luís. Se hoje não for possível, compartilhe. A história certa, chegando à pessoa certa, pode ser o que falta.
Sua doação vai diretamente para o custeio do tratamento do Luís Guilherme,
acompanhada de prestação de contas transparente e atualizada mensalmente.